18 de janeiro de 2022

Manejo nutricional mitiga impactos da alta temperatura na rentabilidade de vacas leiteiras

Transitar de uma região da cidade para outra em dias de alta temperatura, como os observados atualmente, no Brasil, durante o verão, em que as temperaturas facilmente ultrapassam os 30ºC, parece um desafio sem a utilização de recursos como o ar-condicionado ou ventilador. A questão é que além da elevação da temperatura impactar nas funções biológicas, ela também gera estresse; fatores que combinados, acarretam na queda de rendimento – no nosso caso, uma sensação de “preguiça”. Fácil reconhecer esse cenário, não é? No manejo do rebanho de vacas leiteiras, a identificação pode ser feita de uma forma um pouco diferente, mas a ocorrência é a mesma. O médico veterinário da Auster Nutrição Animal, Bruno Pascoal, relata que o aumento da temperatura impacta diretamente na produção e reprodução das vacas, gerando a redução dos sinais de cio.

“Isso ocorre devido a uma menor síntese de estradiol e a má qualidade de oocitos, que dificulta a fecundação, a produção de embriões viáveis e o risco de perda de prenhez”, pondera. O profissional alerta que devido ao clima tropical brasileiro, os produtores devem redobrar a atenção às variações de temperatura e umidade. O conforto térmico para as vacas de leite, segundo Pascoal, varia entre 5°C e 22°C. As oscilações são relativas à fase de vida que o animal se encontra. Consciente disto, o produtor terá um parâmetro para avaliar a produtividade do seu rebanho e, assim, identificar os impactos climáticos nas condições do animal.

“A reprodução é uma fase delicada, que precisa que todas as funções fisiológicas estejam em ótimo funcionamento para que ela aconteça. Uma nutrição direcionada, aliada ao manejo específico para a fase, somado ao conforto térmico torna possível uma reprodução de sucesso”, enfatiza.

Além das ferramentas disponíveis para o manejo térmico, como a combinação da ventilação forçada e aspersão de água, mudanças nutricionais também podem gerar maior conforto e garantir o bem-estar animal em períodos de alta temperatura.

Pascoal explica que o rúmen funciona como uma câmara fermentadora e, por isso, sua fermentação gera calor. Assim, quanto maior a inclusão de fontes energéticas altamente fermentativas, maior a geração de calor endógeno.

“Existem formas alternativas de energia, como o uso responsável de óleos vegetais protegidos. A Auster Nutrição Animal conta com programas nutricionais que auxiliam o produtor a atravessar melhor os desafios de produzir leite num clima tropical como o do Brasil. Temos programas nutricionais específicos para cada fase de vida do animal, olhando de forma multifatorial a produção de leite. Nesses programas usamos nossas soluções como uma caixa de ferramentas, em que cada item tem sua função específica e que usada de forma responsável e especializada pelos nossos técnicos geram maior produtividade”, informa Bruno Pascoal.